Cine Ceará 2026 anuncia filmes selecionados para a Mostra Olhar do Ceará

Seleção reúne quatro longas e 15 curtas cearenses que abordam temas como memória, infância, envelhecimento, identidade trans e cultura popular; programação do festival tem entrada gratuita em Fortaleza

O 36º Cine Ceará anunciou os filmes selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, dedicada à produção audiovisual cearense. A seleção reúne quatro longas-metragens e 15 curtas que exploram diferentes linguagens e temas, da memória e da cultura popular às questões de gênero, religião, infância e envelhecimento. O festival acontece em Fortaleza, de 7 a 13 de novembro de 2026, com acesso gratuito a toda a programação.

Os filmes concorrem ao Troféu Mucuripe em uma mostra que reúne ficção, documentário e animação. As obras apresentam perspectivas sobre o passado, as questões do presente e as possibilidades de futuro do Brasil, com histórias ligadas a experiências individuais e coletivas.

Durante o festival, as sessões da Mostra Olhar do Ceará e as Exibições Especiais serão realizadas no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. A programação também inclui as mostras Brasileira de Curta-metragem e Ibero-americana de Longa-metragem, além de debates, homenagens, cursos e atividades sociais.

Quatro longas cearenses integram a seleção

Entre os longas-metragens selecionados estão produções documentais que investigam personagens, manifestações culturais e momentos da história.

Em “Adulto/Homem”, Pedro Diógenes parte de uma pergunta sobre o que o rosto pode revelar ao acompanhar 20 atores à espera de um teste de elenco. Já “Douvina”, de Márcio Câmara, propõe uma reflexão sobre memória e os vestígios do presente.

A lista inclui ainda “O Cio da Terra”, de Rivelino Mourão, que acompanha fiéis e brincantes durante a Festa do Pau da Bandeira, e “Pessoal do Ceará – Lado A Lado B”, de Nirton Venâncio, sobre a música cearense e o movimento Pessoal do Ceará durante o período do golpe militar.

Curtas abordam cotidiano, memória e identidade

A seleção de curtas-metragens reúne histórias ficcionais e documentais com diferentes perspectivas sobre a experiência humana e a realidade social.

“Deu Praia”, de Amanda Pontes, acompanha um encontro romântico na praia, situado entre o delírio e a realidade. Em “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente revisitam a história de um movimento comunitário religioso bombardeado pela Força Aérea Brasileira em 1937, hoje citado como exemplo de autonomia camponesa.

Também integram a mostra “Era Vânia”, de Ticiana Augusto Lima, sobre uma mulher sozinha na sala de estar durante a rotina cotidiana, e “Erô”, da Coletiva – Cinema Instantâneo, documentário que apresenta Erodimar como uma heroína do sertão.

Animações exploram fantasia e futuro

A animação aparece em três títulos da seleção. Em “Janaína e a Concha”, de Malu Meneses, uma sereia se casa com um pescador e passa a viver como humana. Após a morte dos filhos mais velhos, porém, o rumo de sua história muda.

“Kaira e o temporal”, de Wagner Nogueira Mendes, apresenta uma jovem que simboliza a esperança diante da Máquina-Metrópole Cronos e da busca pelas memórias perdidas de um povo. Já “Plano secreto de Ali”, de Lux Faria Silva, acompanha uma criança sonhadora em uma aventura com um calango para devolver as estrelas ao céu.

A lista inclui ainda “Marimbã está acontecendo”, de Maryn Marynho, que aborda a maneira como pessoas trans imaginam o próprio futuro.

Ficção e documentário completam a Mostra Olhar do Ceará

Outros títulos selecionados abordam criação artística, relações afetivas, organização comunitária e tradições culturais.

Em “Pirexia”, Nico da Costa apresenta Baby, um rockstar que enfrenta um bloqueio criativo e decide compor uma nova melodia com seu antigo parceiro musical. A história combina música e busca por cura e ressurreição.

“Quase à meia-voz”, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges, acompanha duas mulheres na terceira idade que exploram livremente o desejo e a paixão. Em “Rua 16”, de Ryan Lopes, moradores se organizam para instalar placas solares e evitar apagões, mas divergências ameaçam o projeto coletivo.

A seleção inclui também “Sinal”, de Barbara Matias Kariri, sobre João, um agricultor que integra um grupo de Penitentes e foge de sua comunidade levando uma pedra; “Stênio”, de Yan Tavares, documentário sobre o xilogravurista Stênio Diniz e a preservação da cultura popular por meio da arte; e “Umbuzeiro”, de Emílio Ribeiro, que acompanha uma mulher marcada pela violência e a relação entre sua dor e o livro escrito pelo filho.

Fecha a lista “Vejo você de repente”, de Aída da Costa. No documentário, a filha do artista Da Costa reúne poucas pistas para revisitar a memória do pai.

Cine Ceará terá programação gratuita em novembro

O 36º Cine Ceará acontece de 7 a 13 de novembro de 2026, em Fortaleza. Além da Mostra Olhar do Ceará, o festival terá competições de curtas brasileiros e longas ibero-americanos, exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens e cursos.

O evento é realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), pela Associação Cultural Cine Ceará e pela Bucanero Filmes. A programação conta com apoio institucional do Governo do Ceará e da Universidade Federal do Ceará, além de patrocínios e parcerias de instituições e empresas.

A programação completa e outras informações estão disponíveis no site oficial do Cine Ceará e no Instagram @cineceara.

Serviço

Evento: 36º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema
Data: 7 a 13 de novembro de 2026
Local: Fortaleza (CE)
Espaços: Cineteatro São Luiz e Cinema do Dragão, entre os locais de exibição
Programação: gratuita
Site: www.cineceara.com
Instagram: @cineceara
Facebook: Festival Cine Ceará
E-mail: contatos@cineceara.com

Redação ByFontes

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