Nova faixa combina metal, punk e hip-hop e chega acompanhada de videoclipe dirigido por M. Shawn Crahan, o Clown
O Slipknot lançou nesta quarta-feira (9) “Arsenal”, sua primeira música inédita em mais de três anos. A faixa reúne elementos de metal, punk e hip-hop e chega acompanhada de um videoclipe dirigido por M. Shawn Crahan, conhecido como Clown, integrante e um dos nomes centrais da identidade visual da banda. O ator Jackson White estrela a produção.
“Arsenal” reúne marcas do som do Slipknot
Com quase três décadas de carreira, o Slipknot apresenta em “Arsenal” uma combinação de intensidade, vocais incisivos, teclados marcantes e riffs pesados. Além disso, a música incorpora referências do punk e do hip-hop, gêneros que ajudam a construir a sonoridade densa da nova faixa.
Em um dos versos, o vocalista Corey Taylor dispara: “Eu lutei contra a p… de um deus e o deus perdeu”. A letra mantém a postura provocativa que acompanha a trajetória do grupo desde o início.
Ao mesmo tempo, a faixa apresenta momentos de interação entre Taylor e os demais integrantes. Assim, a produção combina peso e irreverência, características que se tornaram reconhecíveis na música da banda.
Slipknot mantém identidade após quase 30 anos
A trajetória do Slipknot começou no Meio-Oeste dos Estados Unidos, quando nove músicos de Iowa surgiram usando máscaras e macacões. Desde então, o grupo construiu uma identidade própria e passou a ocupar grandes palcos de rock e pop ao redor do mundo.
Além disso, a influência da banda chegou ao underground e a diferentes gerações de músicos. Ao longo dos anos, artistas de diversos gêneros e subgêneros passaram a dialogar com elementos presentes na obra do grupo.
Essa trajetória também foi marcada por dificuldades e tragédias pessoais. Ainda assim, a relação construída com os fãs acompanhou diferentes fases da carreira e ajudou a manter vivo o espírito inquieto que caracteriza o Slipknot.
Letra provoca tendências e passagem do tempo

Em “Arsenal”, Corey Taylor também aborda, de maneira provocativa, a percepção sobre o próprio tempo de carreira. “Eu sei que sou uma fraude e que meu tempo já passou, mas, filho da p…, eu sou uma .45, não uma Mach 10”, canta o vocalista.
O verso combina ironia e provocação para tratar das transformações da música e da própria permanência da banda. Dessa forma, a faixa dialoga com a trajetória do Slipknot sem abandonar a atitude que marcou sua identidade desde os primeiros anos.
Ao mesmo tempo, “Arsenal” recupera elementos conhecidos pelos fãs e apresenta novas combinações sonoras. Por isso, a música se insere na história do grupo sem deixar de explorar possibilidades dentro de sua sonoridade.
Videoclipe tem direção de Clown
O lançamento de “Arsenal” também ganhou uma produção audiovisual. O videoclipe foi dirigido por M. Shawn Crahan, o Clown, e tem Jackson White como protagonista.
Além da música, o vídeo acrescenta uma dimensão visual ao lançamento e mantém a presença de Clown na construção artística do trabalho.
Com isso, “Arsenal” marca o retorno do Slipknot às músicas inéditas após mais de três anos. A nova faixa recupera características que ajudaram a definir a banda e, ao mesmo tempo, apresenta influências de diferentes vertentes musicais.
A música está disponível para audição nas plataformas digitais, enquanto o videoclipe pode ser assistido no YouTube.