Bold Hospitality Company firma acordo de master-franquia para trazer a rede americana ao país; primeira unidade está prevista para São Paulo
Os hambúrgueres e milkshakes do Shake Shack chegarão oficialmente ao Brasil em 2027. A operação será desenvolvida pela Bold Hospitality Company, grupo responsável por Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie Chicken & More no país, que assinou um acordo exclusivo de master-franquia com a rede americana.
A primeira unidade brasileira está prevista para ser inaugurada na cidade de São Paulo. A estratégia apresentada pelas empresas prevê a abertura de 40 restaurantes Shake Shack no Brasil ao longo dos próximos dez anos, até 2036.
Primeira unidade será aberta em São Paulo
A operação brasileira será liderada por Mauro Guardabassi, atual COO da Bold Hospitality Company, que assumirá também a presidência do Shake Shack no país.
Segundo a Bold, a parceria representa um novo capítulo para a companhia, que passou a desenvolver a operação de uma marca internacional de fast casual conhecida principalmente pelos hambúrgueres, milkshakes e outros clássicos da culinária americana.
“A chegada do Shake Shack ao Brasil é um marco na nossa história e reforça nossa estratégia de construir um portfólio de marcas capazes de criar uma conexão emocional genuína com os consumidores”, afirma Pierre Berenstein, CEO da Bold Hospitality Company.
Para Guardabassi, a chegada da marca atende a uma demanda que já existe entre consumidores brasileiros.
“Trazer o Shake Shack para o Brasil é a realização de um projeto que começou há muitos anos. Mais do que introduzir uma marca global, esta parceria representa a união de duas empresas que enxergam a hospitalidade como uma forma de conectar pessoas e criar memórias duradouras. Os brasileiros demonstram há anos um grande carinho pelo Shake Shack, e é um enorme prazer finalmente abrir as portas da marca por aqui”, afirma.
Cardápio terá ShackBurger e outros clássicos
Fundado em 2004, em Nova York, o Shake Shack ficou conhecido pelo ShackBurger®, cheeseburger preparado com carne Angus, alface, tomate e o molho ShackSauce.
A operação brasileira deverá combinar os principais produtos do cardápio internacional com adaptações ao mercado local. Entre os itens citados estão o ShackBurger®, Chicken Shack™, as batatas fritas crinkle cut e o frozen custard.
A empresa também prevê parcerias com produtores e fornecedores locais. A proposta está relacionada à missão global da marca, “Stand For Something Good®”, que orienta iniciativas ligadas a ingredientes, colaboradores, arquitetura e comunidades.
Segundo Michael Kark, presidente de Licenciamento Global do Shake Shack, o Brasil estava entre os mercados internacionais mais solicitados pelos consumidores da rede.
“A paixão do país por ótima comida, sua cultura vibrante e a valorização da hospitalidade fazem do Brasil um encaixe natural para o Shake Shack. Estamos entusiasmados em nos unir à Bold Hospitality Company para iniciar este novo capítulo de crescimento”, afirma Kark.
Shake Shack já opera em outros países da América Latina
Antes da chegada ao Brasil, o Shake Shack já mantém operações no México e prepara sua entrada no Panamá.
Globalmente, a marca conta com mais de 710 restaurantes. São aproximadamente 460 unidades em 35 estados dos Estados Unidos e no Distrito de Columbia, além de mais de 250 restaurantes internacionais.
A rede está presente em cidades como Londres, Hong Kong, Xangai, Singapura, Cidade do México, Istambul, Dubai, Tóquio e Seul.
Com a entrada no Brasil, a empresa prevê chegar a 40 restaurantes no país até 2036.
Bold Hospitality Company opera mais de 200 restaurantes
Formada em 2025 a partir da parceria entre a Vinci Compass e a Bloomin’ Brands Inc., a Bold Hospitality Company reúne as operações brasileiras de Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie.
A companhia atualmente opera mais de 200 restaurantes distribuídos por 22 estados e pelo Distrito Federal. Segundo a empresa, a holding foi criada com base em 27 anos de atuação no mercado brasileiro.
A chegada do Shake Shack adiciona uma nova marca ao portfólio da companhia e estabelece uma operação de longo prazo para o mercado brasileiro.